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O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) segue firme com a exigência de cadastro biométrico para todos os novos requerimentos de benefícios previdenciários e assistenciais. Em vigor desde novembro de 2025, essa medida visa aprimorar a segurança, combater fraudes e garantir a identificação precisa dos cidadãos que buscam seus direitos.

Essa regra impacta diretamente quem planeja iniciar processos para a concessão de aposentadorias ou o Benefício de Prestação Continuada (BPC). Sem um registro biométrico válido em bases oficiais, as solicitações podem ser impedidas de avançar nas etapas de análise.

Para evitar surpresas e garantir a continuidade do seu pedido, é fundamental verificar a situação dos seus documentos. O INSS já disponibiliza canais para consulta e orienta sobre como regularizar a biometria, seja utilizando registros existentes ou emitindo a nova Carteira de Identidade Nacional (CIN).

Documentos aceitos para a validação biométrica no INSS

Para atender à exigência do INSS, os cidadãos podem utilizar registros biométricos já existentes em documentos específicos. A Carteira de Identidade Nacional (CIN), a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) e o Título de Eleitor são opções válidas na fase atual de implementação. O sistema do INSS consulta automaticamente as bases integradas do governo federal para confirmar a existência do cadastro biométrico no momento do pedido. Muitos brasileiros já possuem essa biometria capturada durante a emissão ou renovação desses documentos, facilitando o processo. Caso o registro não seja encontrado, o requerente será orientado a regularizar sua situação.

Quem está isento da exigência de biometria para benefícios

O governo federal definiu algumas exceções para evitar dificuldades a grupos vulneráveis, garantindo que o acesso aos benefícios não seja prejudicado. Pessoas com mais de 80 anos não precisam apresentar o cadastro biométrico em nenhum momento. Indivíduos com dificuldade de locomoção comprovada por razões de saúde também ficam dispensados da regra, necessitando de laudo médico para reconhecimento da condição. Outras categorias incluem moradores de regiões de difícil acesso, enquadrados por critérios do IBGE e atendidos por canais especiais do INSS, e residentes no exterior. Refugiados, apátridas e portadores de documentos estrangeiros equivalentes completam a lista de exceções permanentes.

Cronograma de implementação e prazos para a biometria

A implementação da biometria no INSS segue um cronograma estruturado em fases claras, com prazos definidos até 2028. Desde novembro de 2025, todos os novos pedidos de benefícios exigem comprovação biométrica por meio dos documentos aceitos. A partir de maio de 2026, quem não possuir registro em CNH ou Título de Eleitor deverá emitir obrigatoriamente a Carteira de Identidade Nacional (CIN). Em janeiro de 2028, a CIN se tornará o único documento válido para qualquer procedimento no INSS, unificando a base biométrica nacional. É importante destacar que alguns benefícios temporários contam com prazos estendidos, como os pedidos de salário-maternidade, benefício por incapacidade temporária e pensão por morte, que ficam isentos da biometria até abril de 2026 para agilizar o atendimento em momentos delicados.

Como emitir a Carteira de Identidade Nacional (CIN)

A Carteira de Identidade Nacional (CIN) é o documento central para o processo biométrico e a emissão é realizada gratuitamente na maioria dos casos pelos órgãos de identificação civil nos estados. O agendamento pode ser feito por canais oficiais dos institutos de identificação ou, em algumas unidades da federação, pelos postos do Poupatempo. Durante o atendimento, são coletadas as digitais, foto e assinatura eletrônica do cidadão. Para a emissão, é necessário apresentar certidão de nascimento ou casamento e comprovante de residência. Menores de idade devem estar acompanhados dos seus responsáveis legais. A CIN integra o número do CPF e tem validade de até 10 anos, dependendo da idade do titular, facilitando o acesso a diversos serviços públicos.

A adoção da biometria reforça os mecanismos de controle nos pagamentos previdenciários, combatendo casos históricos de irregularidades e garantindo que os benefícios cheguem a quem realmente tem direito. Para verificar pendências ou consultar o status de pedidos, o aplicativo Meu INSS e a Central Telefônica 135 são os principais canais de atendimento e orientação.

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