O Banco Central confirmou que mais de R$ 10 bilhões em dinheiro esquecido por pessoas físicas e jurídicas ainda aguardam resgate em diversas instituições financeiras. Os dados, atualizados até novembro de 2025, mostram a persistência desses valores significativos.
Esses recursos vêm de contas correntes ou poupança encerradas, tarifas cobradas indevidamente, cotas de consórcios e outras obrigações, beneficiando milhões de CPFs e CNPJs em todo o país. A maior parte, cerca de R$ 7,8 bilhões, pertence a indivíduos.
Para saber se você tem direito e como solicitar seu dinheiro de volta, o Sistema de Valores a Receber (SVR) do Banco Central oferece um passo a passo simples e seguro, disponível exclusivamente pelo site oficial.
Entenda a origem e a distribuição dos R$ 10 bilhões
O montante total de R$ 10,02 bilhões, segundo o Banco Central, está distribuído entre 49,31 milhões de CPFs, somando R$ 7,8 bilhões, e 4,96 milhões de CNPJs, que juntos detêm R$ 2,22 bilhões. É importante notar que mais de 65% dos casos envolvem quantias inferiores a R$ 10, o que explica o grande número de beneficiários.
Apenas 1,85% dos consultados possuem valores superiores a R$ 1 mil. A origem desses recursos é variada, incluindo saldos residuais de contas encerradas, tarifas ou obrigações cobradas indevidamente, parcelas de consórcios finalizados e cotas de capital em cooperativas de crédito. Desde o lançamento do sistema, o Banco Central já devolveu R$ 12,92 bilhões aos cidadãos e empresas.
Passo a passo para consultar e sacar seu dinheiro via SVR
A consulta para saber se você tem valores a receber deve ser feita exclusivamente no site oficial do Banco Central: valoresareceber.bcb.gov.br. Lá, você deverá informar seu CPF ou CNPJ, além da data de nascimento ou abertura da empresa.
O sistema exige login com uma conta gov.br nos níveis prata ou ouro, garantindo a segurança do acesso. Após o login, você visualizará os valores pendentes, a instituição responsável e a origem. A solicitação de devolução pode ser feita diretamente na plataforma, preferencialmente via Pix.
Caso a instituição não ofereça a devolução por Pix ou você não tenha uma chave cadastrada, será necessário entrar em contato diretamente com o banco ou consórcio para definir o procedimento alternativo de transferência. O sistema de resgate automático, implementado em maio do ano anterior, agiliza o processo para quem tem conta gov.br verificada e chave Pix do tipo CPF.
Proteja-se contra golpes e saiba o que fazer em caso de herança
O Banco Central reforça que nunca solicita dados pessoais, senhas ou pagamentos por telefone ou mensagem. Qualquer contato nesse sentido é uma tentativa de fraude. A consulta e o resgate são sempre gratuitos e realizados apenas pelo site oficial do SVR. Mantenha seu aplicativo gov.br atualizado para maior proteção.
Para casos de pessoas falecidas, herdeiros ou representantes legais podem consultar e solicitar os valores. O processo é realizado no mesmo site do SVR e exige a comprovação do vínculo por meio de documentos, como inventários ou testamentos. Após a identificação dos recursos, o solicitante preenche um termo de responsabilidade digital, e a devolução segue os procedimentos da instituição detentora.
Eu sou a Carla Vargas. Acredito que todo trabalhador merece receber cada centavo pelo seu esforço, sem deixar nada para trás. Como repórter de Trabalho e Economia no Canal do Cidadão, minha missão é descomplicar a CLT e as regras do FGTS, PIS/PASEP e Seguro-Desemprego. Eu traduzo o ‘economês’ para que você entenda seus direitos na demissão, saiba quando sacar seus benefícios e aproveite as melhores oportunidades que o mercado de trabalho oferece.