O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) intensificará suas revisões em 2026, com o chamado “pente-fino” focado principalmente em beneficiários de auxílios por incapacidade e aqueles que precisam de atualizações cadastrais.
Essa medida visa garantir que os pagamentos sejam direcionados a quem realmente cumpre os requisitos, evitando fraudes e irregularidades. Ser convocado não significa o cancelamento automático, mas sim uma etapa de verificação.
Para não ter seu pagamento suspenso, é crucial entender como funciona o processo, quais documentos apresentar e como se antecipar às exigências do instituto. Acompanhe as dicas e prepare-se.
O que é o “pente-fino” do INSS e quem pode ser convocado?
O “pente-fino” é o termo popular para os processos de revisão que o INSS realiza para verificar a manutenção dos benefícios concedidos. Em casos de incapacidade, a avaliação busca confirmar se o indivíduo ainda se encontra sem condições de exercer sua profissão ou se houve recuperação da capacidade de trabalho.
Para 2026, a atenção se volta, de forma especial, para quem recebe auxílio por incapacidade temporária (antigo auxílio-doença) ou aposentadoria por incapacidade permanente (antiga aposentadoria por invalidez). A regulamentação exige a comprovação de inaptidão para o trabalho por um período superior a quinze dias consecutivos, e a análise frequentemente inclui perícia médica e a apresentação de documentos sobre o tratamento realizado.
Um profissional afastado por uma condição ortopédica, por exemplo, poderá ser convocado para comprovar que ainda possui limitações funcionais. Laudos, exames recentes e relatórios médicos são ferramentas importantes para auxiliar o perito a entender a evolução do quadro clínico. É importante ressaltar que outros tipos de benefícios também podem passar por verificações administrativas, de acordo com as regras específicas de cada um.
Critérios de isenção para a perícia periódica do INSS
A legislação prevê situações específicas de dispensa da perícia periódica para aposentados por incapacidade permanente e pensionistas inválidos. De modo geral, estão dispensados do exame periódico os aposentados por incapacidade permanente que já alcançaram 60 anos de idade. Há também dispensa para quem tem 55 anos ou mais e acumula, no mínimo, 15 anos desde a concessão da aposentadoria por incapacidade permanente ou do auxílio por incapacidade temporária que a antecedeu.
Recentemente, a legislação passou por atualizações que ampliaram algumas das hipóteses de dispensa, especialmente quando a incapacidade é considerada permanente, irreversível ou irrecuperável. Nesses casos, a reavaliação pode ser afastada, exceto em situações previstas em lei, como indícios fundamentados de fraude ou erro. Contudo, a dispensa não deve ser vista como uma imunidade total a qualquer tipo de avaliação, pois a legislação contempla exceções, como a necessidade de verificar o direito ao adicional de 25%.
Como se preparar e o que fazer se for convocado?
A primeira e mais importante atitude é jamais ignorar a comunicação do INSS. O segurado deve analisar a convocaçãopara entender qual procedimento precisa ser realizado, qual é o prazo limite e quais documentos foram solicitados. Para os casos de perícia revisional, o INSS orienta que o beneficiário convocado utilize os canais oficiais, como a Central 135, para agendar o procedimento indicado. A ausência de atendimento à convocação pode resultar na suspensão do pagamento.
Manter o endereço atualizado nos registros do instituto é igualmente crucial. O INSS pode enviar convocações por correspondência ou por meio de editais, fazendo com que a atualização cadastral seja uma medida preventiva importante para evitar a perda de prazos. Quem for convocado para uma avaliação médica deve organizar cuidadosamente os documentos que comprovem sua situação atual de saúde. Entre os documentos relevantes estão laudos médicos recentes, resultados de exames, receitas, relatórios de acompanhamento de tratamentos e comprovantes de terapias.
É mais importante apresentar informações atualizadas e diretamente relacionadas à incapacidade em análise do que uma vasta quantidade de papéis. Um relatório médico detalhado, explicando o diagnóstico, o tratamento, a evolução da doença e as restrições para o trabalho, tende a ser mais eficaz do que documentos antigos que não refletem a situação atual.
Atenção ao BPC: exigências cadastrais e biometria em 2026
O Benefício de Prestação Continuada (BPC), que é uma assistência social e não um benefício previdenciário, também terá revisões. No ano de 2026, o governo federal estabeleceu regulamentações para o cadastro biométrico de requerentes, beneficiários ou responsáveis legais do BPC. Portanto, aqueles que recebem o BPC devem acompanhar atentamente as exigências relacionadas ao Cadastro Único, à biometria e a outras informações utilizadas para a manutenção do benefício.
A melhor estratégia para todos os beneficiários é agir proativamente e não aguardar a convocação para organizar a documentação. Manter relatórios e exames sempre atualizados, além de acompanhar regularmente os canais oficiais do INSS, como o aplicativo ou o site Meu INSS, são ferramentas essenciais para consultar requerimentos, notificações e informações relativas ao benefício. Em caso de dúvidas sobre uma convocação, a Central 135 também está disponível para atendimento, e é fundamental desconfiar de qualquer comunicação que solicite pagamentos ou dados bancários por canais não oficiais.
Eu sou a Carla Vargas. Acredito que todo trabalhador merece receber cada centavo pelo seu esforço, sem deixar nada para trás. Como repórter de Trabalho e Economia no Canal do Cidadão, minha missão é descomplicar a CLT e as regras do FGTS, PIS/PASEP e Seguro-Desemprego. Eu traduzo o ‘economês’ para que você entenda seus direitos na demissão, saiba quando sacar seus benefícios e aproveite as melhores oportunidades que o mercado de trabalho oferece.